T.I.

Trabalhar em grupo e estabelecer boas relações, tanto de ordem afetiva quanto produtiva, é uma habilidade cada vez mais estimulada e valorizada no mercado. Assim, deve-se tirar o máximo de proveito dessa prática durante toda a vida acadêmica, já que, em geral, ela consiste numa preparação para a vida profissional. Saber trabalhar em grupo é, portanto, um diferencial competitivo e um passo para atuar em equipe.

Pesquisa

sábado, 19 de junho de 2010

T.I. de História III

A história de uma raça


Soubemos da chegada dos povos do norte através de lendas contadas pelos antigos, onde ouvimos as histórias de suas viagens e feitos por nosso território. Eles tinham viajado pelo litoral marinho de nossa terra, onde por vários pontos, fundaram feitorias, na qual comercializavam os produtos produzidos aqui. Seus chefes logo conquistaram nossos líderes, seja pela simpatia ou por outros modos que se relacionavam com o fato deles mostrarem suas máquinas de fogo.
Muito tempo depois, os povos brancos, iniciaram os raptos de nosso povo pela minha família. Não sabíamos o motivo de estarmos sendo levados para longe da nossa terra e nossos amigos. Nas embarcações meu povo sofria muito com os maus tratos constantes e com a falta de alimentos, a morte era inevitável, e ela chegou à minha mãe, que levou consigo meu pequenino irmão que estava em seu ventre.
Eu não sabia que nunca veria meu bravo pai novamente quando chegasse àquele porto, ele foi rapidamente comprado como um animal qualquer e separado brutalmente de mim. Após levarem meu pai, eu fiquei sozinho naquela terra estranha e passei muita fome e medo. Quando fui comprado, levaram-me para uma fazenda, onde fui tratado como um escravo, um animal. Quando fazia algo errado, sempre me aplicavam punições rigorosas e foi assim até a minha maior idade.
Talvez a coragem de fugir eu tirasse de minha mãe, que como nossas mulheres, era independente, e a força de meu pai. Fugi, mas não estava liberto, pois nunca poderia ser feliz novamente, ate descobrir os quilombos, que eram lugares seguros para pessoas como eu. Fui bem acolhido e lutei aos seus lados pela nossa liberdade. No quilombo, criei uma família e morri em paz, finalmente.


Bibliografia
1 VAINFAS, R. Dicionário do Brasil Colonial: 1500 – 1808. Publicação de 1956.
Ed. Objetiva, Rio de Janeiro, 2000.
2 VAINFAS, R. Dicionário do Brasil Imperial: 1822 – 1889. Publicação de 1956.
Ed. Objetiva, Rio de Janeiro, 2002.
3 SILVA, Antonio de Moraes - Diccionario de lingua portuguesa, Litho-Typographia
Fluminense, Rio de Janeiro, 1922.
4 FREIRE, Laudelino de Oliveira; CAMPOS, João Luis de. Grande e Novíssimo
Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro 1939-40.
5 CARVALHO, Jose Mesquita de. Dicionário prático da língua nacional. 3. ed. Rio
de Janeiro - 1953.
6 ROSA, Ubiratan. Novo dicionário da língua portuguesa. São Paulo 1954.
7 TERSARIOL, Alpheu; FERNANDO, J; BELEM, Clodivaldo. Novíssimo dicionário
da língua portuguesa ilustrado. 4. ed. São Paulo, 1972.
8 FIGUEIREDO, Cândido de. Dicionário da língua portuguesa. 14. ed. Lisboa,1973.
9 NASCENTES, Antenor. Dicionário ilustrado da língua portuguesa da Academia
Brasileira de Letras. Rio de Janeiro - 1976.
10 Dicionário Barsa da Língua Portuguesa – Vol. 1,2 - 2004.
11 SITE, http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/2009.
12 KOSHIBA, L. PEREIRA, D.M.F. História do Brasil. Editora Atual. 2006
13 SITE: brasilescola.com/historiab/escravidao-no-brasil. 2010.
14 SITE: mundoeducacao.com.br/historiadobrasil/escravidao-no-brasil.htm
15 SITE: bv.sp.gov.br/colonização portuguesa e fracassada tentativa de escravidão dos
indígenas.
16 RIBEIRO, F.O. Brasil: 500 anos de guerra contra os índios. Artigo. 2000.
17 SITE: ambientebrasil.com.br/indios/indiobrasil. 2010.
18 SOUSA, R. História do Brasil. Artigo: escravos. Equipe Brasil Escola. 2010
19 SOUSA, R. História do Brasil. Artigo: indios-brasil. Equipe Brasil Escola. 2010
20 OPTIMUS, V. Escravidão no Brasil Colônia I. Aula 09. Curso Impacto. 2008

T.I. de História II

A descoberta

Os nativos que habitavam o território, muito depois denominado Brasil, geravam uma enorme cultura, nunca vista antes em nenhum ponto do “mar tenebroso”. Esses grupos nômades eram constituídos por habitantes que cultivavam a natureza, que respeitavam uns aos outros, constituindo um ótimo ambiente para o seu desenvolvimento.
A minha aldeia localizava-se ao longo de uma estreita faixa de terra, próxima a um grande lago cortado por uma linha, onde pensávamos que acabava o mundo. Nesse enorme lago, os pescadores capturavam enormes peixes que serviam para o sustento de todos.
Foi durante uma pescaria, quando eu era apenas um garotinho, que eles chegaram. Grandes monstros abrigando pessoas de peles estranhas, que se enrolavam em trapos de panos de todas as cores. Essas pessoas logo ganharam a confiança de meu povo, praticando algo que eles denominavam... Escambo, que eram trocas entra nossas pedras brilhantes, por objetos trazidos de suas terras.
Muito tempo depois, enquanto eu me tornava um caçador, a tribo de pessoas brancas tornava-se maior a cada dia, com a chegada de mais pessoas através do chamado... Oceano. Foi nesse período que os massacres ao nosso povo se iniciaram, proibindo as nossas divindades. Nessa época, milhares de guerreiros morreram com aquelas máquinas de fogo trazidas por eles, que perfuravam nossos corpos, e com doenças, nunca vistas no nosso território.
Hoje, passo a historia sobre nossos ancestrais que foram dizimados pelos brancos que queriam nossas riquezas, massacrando nossa terra e destruindo nossa cultura. Após me tornar pajé, ensinos os pequeninos a lutarem por seus diretos e pelo aquilo que lhe pertence.

T.I. de História

  • Colonização1: Sem informação naquele dicionário.
  • Colonização2: No séc. XIX, o termo designava o estabelecimento de núcleos de europeus em terras brasileiras. Pode-se dividir a colonização, no período imperial, em dois grandes modelos: o dos núcleos coloniais, com pequenas propriedades trabalhadas em regime familiar, modelo camponês ligado à lavoura de subsistência, e o modelo ligado à substituição
    da mão-de-obra escrava, destinado à cafeicultura em expansão.
  • Colonização3: Acto ou efeito de colonizar.
  • Colonização4: Ato ou efeito de colonizar.
  • Colonização5: Sem informação naquele dicionário.
  • Colonização6 Ato ou efeito de colonizar.
  • Colonização7: Ato ou efeito de colonizar.
  • Colonização8 Ato ou efeito de colonização.
  • Colonização9: Ato ou efeito de colonizar.
  • Colonização10: Ato ou efeito de colonizar.
  • Colonização11: co.lo.ni.za.ção sf (colonizar+ção) 1 Ato ou efeito de colonizar. 2 Ato de estabelecer colônias. 3 Estado de colonizado. 4 Biol Dispersão e desenvolvimento de uma espécie ou outro grupo natural em uma área nova.


COLONIZAÇÃO: Implantação, dispersão e desenvolvimento de um grupo em outro local que não o de sua origem. Podemos afirmar que a definição da palavra colonização não se modifica com o passar dos anos. Referindo-se a núcleos coloniais europeus no Brasil em relação aos anos de 1889. Tendo como principal definição, os atos de transformações coloniais.

  • Diferença1: Sem informação naquele dicionário.
  • Diferença2: Sem informação naquele dicionário.
  • Diferança3: Qualidade de quem ou aquilo que é diferente.
  • Diferença4: Qualidade daquilo que é diferente, falta de semelhança. Alteração, diversidade,
    desavença, Inexatidão, Prejuízo. Excesso de uma grandeza em relação à outra. Qualidade ou circunstancia aonde resulta a falta de igualdade ou semelhança. Resultado da subtração
    alteração, divergência, prejuízo, transtorno comum, desproporção.
  • Diferença5: Falta de semelhança. Qualidade que é diferente. Diversidade. Divergência.
    Transtorno. Prejuizo. Dúvida. Desinteligência, desavença. Alteração. Inexatidão.
  • Diferença6: Qualidade daquele ou daquilo que é diferente; falta de semelhança, alteração,
    desconformidade, divergência. Desavença, inexatidão. Prejuízo, transtorno, excesso de uma
    grandeza ou quantidade, em relação a outra, resto.
  • Diferança7: Alteração, desconformidade, divergência.
  • Diferença8: Qualidade de quem ou daquilo que é diferente. Falta de semelhança. Alteração.
    Desconformidade. Diversidade. Divergência. Desavença. Inexatidão. Prejuízo, transtorno.
  • Diferença9: Qualidade ou estado de diferente, de ser outro, de não ser o mesmo a que foi
    comparado; falta de igualdade ou de semelhança; mudança; variação; alteração; distinção;
    variedade; diversidade; disputa oriunda da diversidade de opiniões e da contrariedade de
    índole ou de caráter das pessoas; desproporção; inexatidão. Resto que fica de uma quantidade de que se subtrai outra. Fazer diferença; ser diferente; fazer distinção; prejudicar; causar transtorno, incômodo ou dano. Desavenças, contendas.
  • Diferança10: Qualidade ou circunstancia donde resulta a falta de eqüidade ou semelhança.
    Divergência, desacordo.
  • Diferença11: di.fe.ren.ça sf (lat differentia) 1 Qualidade ou estado de diferente; desigualdade.
    2 Propriedade ou característica pela qual pessoas ou coisas diferem: Não houvesse a diferença de cor, os dois tecidos seriam iguais. 3 Alteração. 4 Inexatidão. 5 Divergência de
    opiniões; desacordo, discordância, dissensão, controvérsia. 6 Prejuízo. 7 Desproporção. 8 Arit O resto, o que fica de um número ou quantidade da qual se subtrai outro número ou
    quantidade menor. D. ascensional: diferença entre a ascensão reta e a ascensão oblíqua de um astro. D. descensional: a que existe entre a ascensão oblíqua e a ascensão reta de um astro. sf pl Contendas, desavenças. Antôn (acepção 1): semelhança. Fazer diferença a: causar incômodo, transtorno a.

DIFERENÇA: Qualidade daquele que é diferente, onde existe diversidade e falta de
semelhança.
A definição de diferença está relacionada com aquele onde há diversidade, não
havendo alteração nessas definições ao longo dos anos.

  • Etnia1: Sem informação naquele dicionário.
  • Etnia2: Sem informação naquele dicionário.
  • Etnia3: Sem informação naquele dicionário.
  • Etnia4: Mistura de raças caracterizadas pela mesma cultura (termo criado para evitar neste
    caso a palavra raça).
  • Etnia5: Sem informação naquele dicionário.
  • Etnia6: Sem informação naquele dicionário.
  • Etnia7: Grupamento humano que se caracteriza pela homogeneidade quanto aos caracteres
    lingüísticos, somáticos e culturais.
  • Etnia8: Sem informação naquele dicionário.
  • Etnia9: Grupo humano que apresenta unidade cultural.
  • Etnia10: ETNIA: Mistura de raças caracterizadas pela mesma cultura.
  • Etnia11: et.ni.a sf (etno+ia1) Sociol Mistura de raças caracterizada pela mesma cultura (termocriado para evitar neste caso a palavra raça).
ETNIA: Mistura de raça caracterizada pela mesma cultura. Onde há homogeneidade quanto
à linguagem, e aos caracteres somáticos e culturais.
A definição da palavra etnia não sofre modificações ao longo dos anos, sendo que na
maioria dos dicionários pesquisados essa palavra não foi encontrada, pois se trata de palavra
de uso mais moderno (a partir de 1940) criada para evitar o uso da palavra “raça”.
  • Igualdade1: Sem informação naquele dicionário.
  • Igualdade2: Sem informação naquele dicionário.
  • Igualdade3: Qualidade daquele ou daquilo que é igual.
  • Igualdade4: Qualidade daquilo que é igual, uniformidade. Conformidade de uma coisa com
    outra em natureza. Forma, qualidade ou quantidade. Expressão de relação entre duas
    quantidades iguais.
  • Igualdade5: Qualidade de ser igual; uniformidade; expressão do mesmo valor entre
    grandezas. Identidade de condições entre os membros da mesma sociedade.
  • Igualdade6: Qualidade de igual. Relação entre coisas e pessoas iguais. Correspondência
    perfeita entre partes de um todo. Organização social em que não há privilégios de classe,
    Equação, sinal aritmético de igualdade.
  • Igualdade7: Expressão da relação entre duas quantidades iguais.
  • Igualdade8: Qualidade daquele ou daquilo que é igual; uniformidade. Equiparação de
    direitos e condições entre os membros de uma sociedade, os cidadãos de um povo. Em
    álgebra, expressão de duas quantidades que tem o mesmo valor.
  • Igualdade9: Relação entre coisas iguais; completa semelhança; identidade; conformidade;
    paridade; uniformidade; identidade de condições entre membros de uma mesma sociedade.
    Equidade, justiça. Expressão da relação entre duas quantidades iguais; equações em que os
    dois membros são quantidades conhecidas ou operações indicadas.
  • Igualdade10: Qualidade daquilo que é igual. Conformidade na forma, qualidade ou quantidade.
  • Igualdade11: i.gual.da.de sf (lat aequalitate) 1 Qualidade daquilo que é igual; uniformidade.
    2 Conformidade de uma coisa com outra em natureza, forma, qualidade ou quantidade. 3
    Relação entre coisas iguais. 4 Completa semelhança. 5 Paridade. 6 Identidade. 7 Mat
    Expressão da relação entre duas quantidades iguais; equação. 8 Polít Identidade de condições
    entre os membros da mesma sociedade. 9 p us Equidade, justiça.
IGUALDADE: Qualidade de ser igual; completa semelhança; na aritmética relação entre
duas quantidades iguais; uniformidade; equivalência; na política mesmas condições
socioeconômicas para todos os membros de uma sociedade; correspondência perfeita entre
características.
Seu significado até 1950 não mudou, sendo apenas “qualidade de semelhança”. Após isso surje a “identidade de condições entre os membros de uma mesma sociedade” como relação de igualdade social. Evolui e torna-se mais abrangente e na sociedade moderna com relação à igualdade socioeconômica; sem distinção de raça, cor, credo, sexo ou até mesmo idade. A definição evolui e fica mais ampla a partir de 1975 quando “Equidade e Justiça” no âmbito socioeconômico passam a figurar nos dicionários.
  • Raça1: Sem informação naquele dicionário.
  • Raça2: A moderna noção de raça é uma construção do pensamento científico europeu e
    norte-americano do séc. XIX, que apenas tardiamente fez sua entrada no cenário brasileiro.
    Em meados do séc. XVIII, alguns autores como Buffon e De Pauw, referindo-se à "infantilidade do continente americano" ou à "degeneração americana", respectivamente,
    anteciparam alguns dos pilares que embasariam as futuras teorias sobre as desigualdades
    raciais, ao considerarem a existência de heranças físicas que diferenciavam permanentemente os grupos humanos. Opunham-se assim, ao individualismo universalista construído no bojo do pensamento ilustrado e das revoluções atlânticas. Até a Constituição de 1824 havia uma noção de raça, herdada do Império Português e associada à "pureza de sangue" intimamente relacionada à ascendência religiosa. A primeira vez que se utilizou o termo raça numa estimativa populacional foi no recenseamento geral de 1872.
  • Raça3: Conjunto dos indivíduos, que procedem da mesma família ou do mesmo tronco.
  • Raça4: Conjunto dos ascendentes e descendentes de uma mesma família ou mesmo povo,
    estirpe, geração, origem comum, onde tem origem as várias classes de animais, boa raça:
    cavalo de ré, categoria, classe, greta no casco das bestas.
  • Raça5: A série de ascendentes ou descendentes de uma família humana ou animal. Geração, origem. Série de indivíduos que possuem as mesmas características fisiológicas.
    Características humanas ou animais que se conservam através das gerações. Descendentes. Ascendentes. Espécies. Variedade. Classe.
  • Raça6: Descendência: a raça de Israel. Ascendência: Provem de uma raça de heróis. Série das gerações de uma família. Espécie constante que se perpetua pela geração. Quando os agentes a os meios não variam. Conjunto de pessoas da mesma profissão, dar mesmas tendências, a humanidade: nossa raça. Casta, espécie, jaez, laia, ser de má raça.
  • Raça7: Conjunto de indivíduos que conservam, por disposição hereditária, caracteres semelhantes psicofísicos provenientes de um tronco comum.
  • Raça8: conjunto de indivíduos que procedem da mesma família ou do mesmo tronco: a raça
    humana. Origem; geração: raça nobre. Conjunto de indivíduos que conservam entre si, e
    através de gerações, relação de semelhança. Cada uma das variedades da espécie de animais: a raça branca. Classe; espécie. Variedade.
  • Raça9: 1. Conjunto de ascendentes e descendentes de um mesmo povo ou família; estirpe;
    geração; origem; casa; cada um dos grandes grupos étnicos que se distinguem por vários
    caracteres, entre os quais a cor da pele; grupo étnico em relação a uma língua, nação, religião etc; variedade da espécie humana, ou de espécie animal, que se conserva perpetuada pela geração, classe, variedade e qualidade; grupo de seres caracterizados por qualidades análogas; tipo; casta; padrão; gente; descendência; origem nobre; distinção. 2. Coragem; fibra; perseverança; vigor. 3. Fenda vertical ou horizontal no casco do cavalo, desde a coroa até a pinça ou palma.
  • Raça10: Conjunto dos ascendente e descendentes de uma mesma família ou de um mesmo povo.
  • Raça11: ra.ça sf (ital razza e este do lat ratio) 1 Conjunto dos ascendentes e descendentes de uma mesma família ou de um mesmo povo. 2 Estirpe, geração, origem, casa, brasão. 3 Cada uma das grandes famílias em que se costuma dividir a espécie humana. 4 O tronco comum, onde têm origem as várias classes de animais. 5 Grupo de seres caracterizados por qualidades análogas. 6 Categoria, classe ou grupo de pessoas com certas e determinadas qualidades ou predicados. 7 Descendente (de qualquer sexo). 8 Os homens em geral; a humanidade. 9 Tipo, casta, classe, espécie, jaez, qualidade, padrão. 10 Boa raça: Cavalo de raça. 11 Sociol Conjunto dos indivíduos com determinada combinação de caracteres físicos geneticamente condicionados e transmitidos de geração a geração em condições relativamente estáveis. 12 Greta no casco das bestas. R. amarela: a que se caracteriza pela pele amarela, rosto largo, maxilas salientes, olhos amendoados, cabelos pretos, ásperos e luzidios, nariz largo e achatado, pescoço curto, pouca barba e ângulo facial menos aberto que o da raça branca. R. azeitonada: a que se caracteriza pela pele cor de azeitona, olhos negros, nariz curto, boca grande, cabelos pretos e brilhantes, maxilas salientes e estatura média. R. branca: a que se caracteriza pela pele branca, olhos azuis, castanhos ou pretos, rosto oval, ângulo facial muito aberto, nariz saliente, lábios delgados e róseos, maxilas sem saliência, barba espessa, cabelos finos, lisos ou ondeados, ordinariamente louros ou negros. R. caucásica: V raça branca. R. de víbora: gente de muito má índole. R. etiópica: V raça preta. R. humana: os homens. R. indígena: V raça vermelha. R. malaia: V raça azeitonada. R. mongólica: V raça amarela. R. negra: V raça preta. R. preta: a que se caracteriza pela pele mais ou menos escura, cabelos curtos e muito crespos, nariz achatado e maxilas proeminentes. R. vermelha: raça humana que abrange todos os povos indígenas da América e se caracteriza pela pele avermelhada ou cor de cobre, testa inclinada para trás, cabelos pretos, grossos e lisos, pouca barba, nariz saliente e estatura alta. R. futuras: gerações porvindouras. R. latinas: povos que provêm dos romanos. Ser da raça do diabo: ser de mau gênio; ter maus instintos; ser excessivamente inquieto, impulsivo ou agressivo. Ser de má raça: ser de má índole, ter maus instintos, ser de má qualidade. Ter raça: a) provir de ascendência africana; b) ter linhagem, brasão; c) ter fibra.
RAÇA: Conjunto de indivíduos (ascendentes ou descendentes) que procedem da mesma família, povo, estirpe ou geração. Conservam por disposição hereditária caracteres semelhantes dentro da classe ou grupo.
No período imperial havia apenas uma definição biológica: “heranças físicas que diferenciavam permanentemente os grupos humanos”. Este conceito permanece até 1953 com o conceito de “povo” sendo agregado à definição biológica.
A partir de 1950 surge o conceito de “casta” (qualquer classe social distintamente separada das outras por diferenças de riqueza, posição social ou privilégios hereditários, profissão, ocupação ou costumes particulares) associado à raça. Este conceito agregou também a “moral” (geração, povo ou família, considerada nos caracteres físicos e morais que a distinguem das outras) à definição, dando a primeira conotação preconceituosa para “raça”.
Isso perdurou até 1980 quando a distinção por vários caracteres, entre os quais a cor da pele;
grupo étnico em relação a uma língua, nação, religião entre outros permanecia na definição de “raça”.
Atualmente o conceito de raça perdeu o preconceito e está focado numa definição apenas sociológica, qual seja: conjunto dos indivíduos com determinada combinação de caracteres físicos geneticamente condicionados e transmitidos de geração a geração em condições relativamente estáveis.

Introdução do T.I.



Historicamente a colonização do Brasil no tocante aos indígenas, pode ser considerada uma guerra de mais de 500 anos. Violenta e avassaladora, os indígenas e sua cultura foram sendo destruídos. Os ecos desta política ainda se fazem sentir nos dias de hoje. Assim como o processo de aculturação. Só que agora ele é uma consequência da exposição das comunidades indígenas à nossa cultura de massa.
A dependência dos produtos industrializados se tornou a maior fonte de desagregação das tradições tribais. Foi o que ocorreu no caso dos Kaipós que abandonaram suas tradições tribais em razão do aumento dos conflitos intra e intergrupais motivados pela necessidade de objetos industrializados. Originalmente hostis, a partir de 1950 os contingentes Kaiapós foram sendo pacificados. Entretanto, antes mesmo da pacificação já haviam modificado sua forma de organização social para fazer face à nova realidade imposta pelos conflitos desencadeados para a obtenção de armas e outros utensílios.
Em 1910 foi criado o Serviço de Proteção ao Índio – SPI, chefiado pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon – descendente de índios, que trabalhou durante anos para melhorar as condições de vida da população indígena brasileira – dando início ao período de pacificação dos índios e do reconhecimento do direito deles à posse da terra e de viver de acordo com os próprios costumes.
No ano de 1967, foi extinto o SPI, e foi criada em seu lugar, a Fundação Nacional do Índio –FUNAI – que procurou estabelecer uma política de respeito às populações indígenas através de normas de bom relacionamento entre o índio e a nossa sociedade.
Os primeiros índios do Brasil viviam em regime de comunidade. A divisão das tarefas do dia-a-dia era feita por sexo e por idade e todos ajudavam. Os ensinamentos, as práticas, as histórias, a invocação dos espíritos, os cantos e as danças eram transmitidos de geração para geração.
Os chefes das tribos eram os mais velhos, e eram eles que resolviam problemas como doenças, mortes, desavenças na família e na tribo, atrito entre as tribos vizinhas, guerras e paz. Cada tribo tinha seus próprios costumes seu jeito de viver, de morrer, de construir a aldeia, de governar. A terra não era de um só e sim de todos que nela viviam, não havia demarcações nem comércio.
Os primeiros portugueses que chegaram ao Brasil mantiveram um contato inicial amistoso com os índios, pois precisavam deles para trabalhar na extração do pau-brasil e para defender o litoral dos contrabandistas, principalmente franceses. Mas, com o aumento do número de portugueses, as relações do branco com o índio foram se tornando críticas, os índios reagiram porque os portugueses roubavam-lhes as terras, atacavam suas mulheres, tiravam-lhes a liberdade e transmitiam-lhes doenças, algumas vezes causando a morte de todos os habitantes de uma aldeia.
Apesar da resistência, milhares de índios foram escravizados no período colonial pelos portugueses, que usavam armas de fogo para dominar as populações indígenas. Nessa época, os portugueses escravizaram os índios para forçá-los a trabalhar na lavoura canavieira e na coleta de cacau nativo, baunilha, guaraná, pimenta, cravo, castanha-do-pará e madeiras, entre outras atividades.
Não foi apenas no Brasil que os portugueses mataram índios. Também na África e na Ásia eles foram responsáveis pela morte de milhares de seres humanos.
Dos aproximadamente 4 milhões de índios que habitavam o Brasil na época da chegada de Cabral, restam hoje mais ou menos 350 mil, sobrevivendo em condições precárias e sob constante ameaça, principalmente dos garimpeiros.
Reduzidos demográfica e sistematicamente, sujeitos às pressões crescentes das frentes de expansão econômica que avançam sobre as terras e os recursos naturais, o futuro dos povos indígenas no Brasil é ainda incerto.
Aos 500 anos após o descobrimento, o Brasil ainda desconhece a imensa diversidade
de povos indígenas que ainda vivem no País. Estima-se que hoje existam aproximadamente 215 povos, com vários graus de contato, cerca de 180 línguas e dialetos, distribuídos em todo território brasileiro.
Alguns povos foram descobertos pela FUNAI e conseguiram reconstituir sua própria sociedade. Os índios que hoje vivem no País não falam apenas o tupi-guarani, tronco linguístico que abrange 30 nações indígenas, mas cerca de 170 línguas diferentes, como o Português.
A partir da chegada dos portugueses à África, a prática antes desenvolvida no contexto social e político das populações africanas, veio a integrar uma atividade comercial sistemática integrada à economia mercantilista européia. Dessa maneira, a escravidão se transformou em uma atividade econômica de caráter essencial. Um dos resultados dessa transformação foi que, entre os séculos XV e XIX, o número de escravos provenientes da Costa Africana ultrapassou a marca dos 11 milhões de cativos.
A escravidão no Brasil consolidou-se como uma experiência de longa duração a marcar diversos aspectos da cultura e da sociedade brasileira. Mais que uma simples relação de trabalho, a existência da mão-de-obra escrava africana fixou um conjunto de valores da sociedade brasileira em relação ao trabalho, os homens e às instituições. Nessa trajetória podemos ver a ocorrência do problema do preconceito racial e social no decorrer de nossa história.
Durante o estabelecimento da empresa colonial portuguesa, a opção pelo trabalho escravo envolveu diversas questões que iam desde o interesse econômico ao papel desempenhado pela Igreja na colônia. Sob o aspecto econômico, o tráfico de escravos foi um grande negócio para a Coroa Portuguesa. Em relação à posição da Igreja, os portugueses foram impelidos a escravizarem os indígenas, pois estes integrariam ao projeto de expansão do catolicismo pelas Américas.
Durante o Brasil Colonial, a mão-de-obra escrava foi de suma importância para a exploração das riquezas. Portugal – pretendendo dar sustentação ao seu modelo de colonização exploratória – buscou na exploração da força de trabalho dos negros uma rentável alternativa. Além de viabilizar a exploração das terras brasileiras, o tráfico negreiro potencializou o desenvolvimento de outras atividades econômicas.
O transporte de escravos motivou a produção de um maior número de embarcações que realizassem tal serviço. A sustentação das populações escravas na colônia também incrementava os lucros da metrópole ao demandar o consumo de tecidos de algodão e outros produtos manufaturados. Ao longo de todo nosso processo de colonização, o tráfico negreiro foi responsável pela introdução de aproximadamente 4 milhões de africanos pertencentes às mais diferentes culturas e etnias.
Ao contrário do que muitos imaginam, a questão da escravidão era inerente a algumas culturas africanas. Na grande maioria das vezes, os portugueses firmavam um tipo de acordo comercial com líderes tribais que se responsabilizavam pela obtenção de escravos. Depois de capturados, esses eram entulhados no porão de um navio negreiro onde passavam por lastimável situação. Muitos dos capturados acabavam falecendo no interior do navio devido à falta de mantimentos ou a superlotação.
A escravidão é o grande sustentáculo do processo de colonização do continente americano, a partir do século XVI. Longe de se ater a uma forma homogênea de relação de trabalho, a escravidão foi marcada pelas mais diferentes caracterizações ao longo do período colonial. No caso da colonização lusitana, a utilização de escravos sempre foi vista como a mais viável alternativa para que os dispendiosos empreendimentos de exploração tivessem a devida funcionalidade.