T.I.

Trabalhar em grupo e estabelecer boas relações, tanto de ordem afetiva quanto produtiva, é uma habilidade cada vez mais estimulada e valorizada no mercado. Assim, deve-se tirar o máximo de proveito dessa prática durante toda a vida acadêmica, já que, em geral, ela consiste numa preparação para a vida profissional. Saber trabalhar em grupo é, portanto, um diferencial competitivo e um passo para atuar em equipe.

Pesquisa

terça-feira, 22 de junho de 2010

T.I. de Geografia

GEOGRAFIA


Estima-se entre um milhão e cinco milhões o número de índios que viviam no Brasil em 1500, na época do descobrimento. Outra estimativa é a de que esses nativos estavam distribuídos em 1.400 tribos, que falavam 1.300 línguas diferentes. Infelizmente, devido à precariedade de dados históricos, torna-se impossível precisar a totalidade da população indígena do Brasil em 1500.





POPULAÇÃO INDÍGENA NO BRASIL NO SÉC XVI CLASSIFICADA POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO
(representado 68% da pop. estimada)





Havia, tanto do lado português como do espanhol, uma tendência evidente dos estudiosos para minimizar a população indígena original. Seja por crer que houvesse exagero nas fontes primárias dos cronistas, que efetivamente viram os índios com seus próprios olhos; seja pela tendência prevalecente por muito tempo - e ainda hoje perceptível -de dignificar o papel dos conquistadores e colonizadores, ocultando o peso do seu impacto genocida sobre as populações americanas.





Com efeito, os numerosos casos concretos que conhecemos diretamente de depopulação sultante dos primeiros contatos confirmam as taxas dos estudos demográficos referidos, que é da ordem e 25 por um. Esse cálculo se baseia, fundamentalmente, no desmoronamento da população mexicana logo após a conquista, que caiu de 25,3 milhões para 1 milhão entre 1519 e 1605. Isso significa que os 100 mil indígenas brasileiros que alcançaram a primeira metade do primeiro século seriam, originalmente, ao menos 2,5 milhões. Seguindo esse raciocínio, supomos que aqueles 5 milhões de indígenas de 1500 se teriam reduzido a 4 milhões um século depois, com a dizimação pelas epidemias das populações do litoral atlântico, que sofreram o primeiro impacto da civilização pela contaminação das tribos do interior com as pestes trazidas pelo europeu e pela guerra. No segundo século, de 1600 a 1700, prossegue a depopulação provocada pelas epidemias e pelo desgaste no trabalho escravo, bem como o extermínio na guerra, reduzindo-se a população indígena de 4 para a 2 milhões. Assim foi, então, o desgaste das tribos isoladas que viviam nas áreas de colonização recente e, sobretudo, na região Sul, onde os mamelucos paulistas liquidaram as enormes concentrações de índios Guarani das missões jesuíticas. É provável que naquele século se tenha escravizado mais de 300 mil índios, levados para São Paulo e vendidos na Bahia e em Pernambuco. Essa captura de escravos se fazia, também, por intermédio de muitíssimos índios cativos, aliciados nas bandeiras. A proporção de índios para "brancos" nas bandeiras foi de setecentos para duzentos na de Cristóvão de Barros e de novecentos para 150 na de Antônio Dias Adorno, em 1574; e de mil para duzentos na bandeira de Raposo Tavares às reduções jesuíticas em Itatins (1648). O próprio Nassau mandou contra Palmares, em 1645, uma expedição com setecentos índios e cem mulatos para trezentos soldados holandeses, que, aliás, fracassou. Os Palmares foram destruídos meio século depois por homens de Jorge Velho, que seguiu do Piauí para combater, primeiro, os índios Janduí (1688) e, depois, Palmares (1694) com uma tropa de 1300 índios para 150 "brancos". Foi também de índios o grosso das forças com que os portugueses lutaram contra os franceses na Guanabara e, mais tarde, no Maranhão, assim como contra os holandeses, na Paraíba. No terceiro século, de 1700 a 1800, se teria gasto - conforme a bizarra expressão dos cronistas coloniais - outro milhão, principalmente no Maranhão, no Pará e no Amazonas, reduzindo-se o montante de índios isolados de 2 para 1 milhão. Esse último milhão vem minguando, desde então, com a ocupação de vastas áreas florestais, paulatinamente exploradas, em Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina, e com a abertura de amplas frentes de expansão no Brasil central e na Amazônia.







Os estudos de demografia dos povos indígenas fazem parte da interface entre demografia e antropologia, campo também conhecido como "demografia antropológica". Desde os anos 40 e 50, que demógrafos produzem um conhecimento específico que integra as teorias antropológicas às metodologias de captação de informações e às interpretações e análises das informações produzidas. Pesquisas sobre o comportamento demográfico das populações indígenas são ainda pouco freqüentes no Brasil, embora se tenha observado, a partir dos anos oitenta, o aumento de interesse de demógrafos e antropólogos por este campo de estudo. As dificuldades para a realização deste tipo de estudo estão centradas fundamentalmente na obtenção das informações necessárias para o cálculo de indicadores demográficos e na fragilidade destes indicadores, baseados no número muito reduzido dessas populações. As fontes de dados oficiais sobre as populações indígenas sempre foram muito precárias. Além dos históricos recenseamentos pouco confiáveis dos governos provinciais, censos periódicos e registros de eventos vitais do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) contase com informações sobre algumas populações, levantadas pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que, por sua vez, oscilavam, ao longo do tempo, de acordo com os interesses políticos deste órgão e com as possibilidades de presença nas áreas indígenas de todo o país. Nos postos indígenas mais antigos, como aqueles demarcados entre os anos de 1930 a1960, ainda se verificava a prática de preencher os livros oficiais com base nas certidões de nascimento, casamento e óbito, fornecidas pelo SPI e posteriormente pela FUNAI. Os povos indígenas no Brasil, até a década de 80, eram considerados uma categoria social transitória, fadada à integração com a sociedade chamada ‘nacional’, ou ao desaparecimento enquanto grupos sociais distintos. A partir da Constituição de 1988 quando foram reconhecidos aos índios seus direitos originários às terras, e respeito aos seus costumes, línguas e praticas culturais, esses povos passaram a ter maior visibilidade política no país. Porém, até final da década de 90, precisamente 1999, eram poucas as fontes oficiais de informações populacionais sobre estes povos. A partir do início dos anos 2000 tanto IBGE quanto Ministério da Saúde começaram a investir mais esforços para aprimorar suas metodologias de coleta de informações.
Na metade do século XIX, os índios não passavam de 100 mil pessoas e no final do século XX eram cerca de 300 mil.
Em cada século e em cada região, tribos indígenas virgens de contato e indenes de contágio foram experimentando, sucessivamente, os impactos das principais compulsões e pestes da civilização, e sofreram perdas em seu montante demográfico de que jamais se recuperaram. O efeito dizimador das enfermidades desconhecidas, somado ao engajamento compulsório da força de trabalho e ao da deculturação, conduziram a maior parte dos grupos indígenas à completa extinção. Em muitos casos, porém, sobrevive um remanescente que via de regra, corresponde àquela proporção de um por 25 da população original. A partir desse mínimo e que voltou a crescer lentamente. Além da população indígena identificada oficialmente, há 55 notificações de grupos isolados ainda não contatados pelo homem branco. Há na FUNAI, desde 1987, uma unidade destinada a tratar da localização e proteção dos índios isolados, cuja atuação se dá por meio de sete equipes, denominadas Frentes de Contato, atuando nos estados do Amazonas, Pará, Acre, Mato Grosso, Rondônia e Goiás.
A maior parte da população indígena está concentrada no estado do Amazonas e, em seguida, no Mato Grosso e em Roraima. Em relação às áreas, o Amazonas também fica em primeiro lugar, com 35,7%, seguido pelo Pará e Roraima.





São 215 os povos indígenas no Brasil de hoje. Na maioria sociedades diminutas, remanescentes de populações que já foram consideráveis, destruídas por doenças, escravização, massacres, invasão de seus territórios, deportação, programas de assimilação: mais de dois terços desses grupos não chegam hoje a mil pessoas. No total, são uns 328 mil índios, contando-se apenas os que moram em áreas indígenas. Outros 30 mil são índios desaldeados, que moram na maioria em áreas urbanas. A população indígena concentra-se na Amazônia, onde moram cerca de 60% dos índios brasileiros. As sociedades indígenas são muito diversas entre si. Vejam-se as línguas, por
exemplo. Distinguem-se 180 línguas indígenas diferentes. Se incluirmos os dialetos, esse número sobe para 195. Com exceção de dez línguas isoladas, que não se aparentam com nenhuma outra, essa grande variedade de línguas pode ser agrupada em 14 conjuntos. Quatro grandes grupos lingüísticos espalham-se por territórios amplos, que podem transbordar das fronteiras nacionais: são os grupos Macro-Tupi, Macro-Jê, Aruak e Karib. Os troncos lingüísticos Macro-Tupi e Macro-Jê agrupam mais de 20 línguas cada um.
Dez grupos lingüísticos territorialmente mais compactos e quase todos da periferia da bacia amazônica reúnem um número menor de línguas: são as famílias Arawá, Txapakúra, Pano, Guaykuru, Nambikwára, Mura, Katukina, Yanomami, Tukano e Maku. As línguas isoladas, dez ao todo, são em geral faladas por pequenos grupos. Mas uma delas é falada por um dos maiores grupos indígenas brasileiros, os Tikuna, que reúne mais de 32 mil índios. Muitas línguas se perderam neste século e outras estão a ponto de se perderem. Assim, os Pataxó Hã-hã-hãe, do sul da Bahia, pediram a lingüistas e antropólogos que elaborassem um vocabulário com a última falante de sua língua. É na região Leste e Nordeste do País que mais línguas se perderam, em parte fruto de preconceito e de políticas assimilacionistas. Hoje, pela Constituição brasileira, o ensino em áreas indígenas deve ser bilingue. A diversidade das sociedades indígenas - cada uma sendo uma síntese original de sociabilidade e de uso dos recursos naturais - é um patrimônio essencial do Brasil. O que talvez mais chame a atenção seja o contraste entre a simplicidade das tecnologias e a riqueza dos universos culturais. As sociedades indígenas elaboraram cosmologias e sistemas sociais complexos, nos quais o patrimônio imaterial parece ter um privilégio sobre o patrimônio material. Enquanto a propriedade privada da terra, por exemplo, é inexistente, direitos sobre bens imateriais, tais como nomes próprios, cantos, ornamentos rituais, são objeto de detalhada regulamentação.
Enquanto nos anos 50 e 60 previa-se o desaparecimentos dos índios, hoje se constata uma recuperação demográfica e um ressurgimento de etnias que se ocultavam diante do preconceito. Assim mesmo, ainda são - lamentam os que os consideram como empecilhos ao desenvolvimento - poucos índios para muita terra. O juízo de valores pode ser invertido desde, que se saibam avaliar os benefícios possíveis: os índios têm preservado, nas grandes áreas da Amazônia que ocupam, uma espantosa riqueza em biodiversidade e um saber acumulado cujo valor de mercado ainda não é reconhecido. A valorização adequada desses recursos - diversidade genética e conhecimentos - e uma política que permita a continuação de um modo de exploração não destruidor da natureza, podem garantir aos índios um futuro no Brasil e ao Brasil a preservação de sua diversidade cultural e natural. Conforme se vê, a população original do Brasil foi drasticamente reduzida por um genocídio de projeções espantosas, que se deu através da guerra de extermínio, do desgaste no trabalho escravo e da virulência das novas enfermidades que o achacaram. A ele se seguiu um etnocídio igualmente dizimador, que atuou através da desmoralização pela catequese; da pressão dos fazendeiros que iam se apropriando de suas terras; do fracasso de suas próprias tentativas de encontrar um lugar e um papel no mundo dos "brancos". Ao genocídio e ao etnocídio se somam guerras de extermínio, autorizadas pela Coroa contra índios considerados hostis, como os do vale do rio Doce e do Itajaí. Desalojaram e destruíram grande número deles. Apesar de tudo, espantosamente, sobreviveram algumas tribos indígenas ilhadas na massa crescente da população rural brasileira.


POPULAÇÃO INDÍGENA NO BRASIL CLASSIFICADA POR ETNIA
(representado 85% da Pop. Recenseada em 2000)


POPULAÇÃO INDÍGENA NO BRASIL CLASSIFICADA POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO
(representado 86% da Pop. Recenseada em 2000)


ENTRADA DE ESCRAVOS AFRICANOS NO BRASIL
Século XVI
O território nacional não foi imediatamente ocupado pelos europeus a partir do Descobrimento do Brasil em 1500. A colonização começou somente a partir de 1532. Antes disso, havia apenas feitorias nas quais o pau-brasil era armazenado esperando os navios que vinham da Metrópole. Apenas alguns degredados, desertores e náufragos haviam se estabelecido em definitivo no Brasil, vivendo e se miscigenando com as tribos indígenas. Ao contrário do que muitos pensam, os primeiros colonos não foram só ladrões, assassinos ou prostitutas mandados para o Brasil. A maioria era composta por camponeses pobres, agregados de um pequeno nobre que vinha estabelecer engenhos e plantações de cana-deaçúcar no Brasil. Apenas alguns poucos eram "criminosos", em geral pessoas perseguidas pela Igreja por sua "falta de moral" ou por cometerem pequenos delitos: judeus, cristão-novos, bígamos, sodomitas, padres sedutores, feiticeiras, visionárias, blasfemadores, impostores de todas as espécies.
A maior parte dos colonos que vieram para o Brasil não foram os degredados. Quem de fato promoveu a colonização inicial foram as famílias ricas de Portugal, todavia não havia uma hegemonia sócio-econômica entre os colonos. Ao mesmo tempo em que houve um predomínio de 90% de famílias de classe alta nas zonas mais ricas, como Pernambuco e Bahia, nas regiões periféricas, como o Maranhão, a esmagadora maioria dos portugueses eram pobres.
Foi partir da década de 1550 que começou a aportar na colônia os primeiros navios com escravos da África. Além de resolver o problema da mão-de-obra (faltavam índios e portugueses), o tráfico negreiro era muito rentável. No século XVI desembarcaram no Brasil em torno de 50 mil portugueses e 50 mil africanos.



Século XVII
O desenvolvimento da cultura de cana-de-açúcar faz crescer o número de escravos africanos desembarcados na colônia, vindos sobretudo de Angola e da Costa da Mina para o litoral do Nordeste. A imigração portuguesa continuou reduzida. Portugal não tinha população suficiente para mandar grandes números de colonos para o Brasil. A população se concentra nos litorais nordestino e sudestino. O resto do País segue ocupado apenas pelos índios. No século XVII desembarcaram 550 mil africanos e 50 mil portugueses.



Século XVIII
O desenvolvimento da mineração trouxe para o Brasil centenas de milhares de africanos, que foram escravizados na extração de ouro. Um fato novo foi, pela primeira vez na História da colônia, a vinda de um enorme contingente de colonos portugueses. Tal surto deve-se a alguns fatores: Portugal e, em particular, a região do Minho, teve uma alta taxa de crescimento populacional e, em consequência, superpopulação. As notícias de que na colônia sul-americana estava ocorrendo a exploração da mineração serviu como esperança para milhares de portugueses que resolveram cruzar o Oceano Atlântico e se aventurar nas Minas Gerais. A imigração de casais açorianos para o litoral do Sul do Brasil foi de fundamental importância para a demografia da região. No século XVIII desembarcaram um milhão e 600 mil africanos e 600 mil portugueses no Brasil. O Brasil passou a possuir a aior população africana fora da África e a maior população lusitana fora de Portugal. O tráfico internacional de escravos da África subsaariana para o Brasil foi um movimento migratório, embora forçado. Seu início ocorreu na segunda metade do século XVI, e desenvolveu-se no século XVIII, atingiu seu ápice por volta de 1845 até ser bruscamente extinto em 1850. Foi, certamente, a maior migração forçada da História Mundial.
O tráfico negreiro foi uma atividade altamente lucrativa e legal que pagava impostos tanto para a Coroa portuguesa quanto para a Igreja Católica (dízimo).



O tráfico negreiro iniciou-se oficialmente em 1559, quando a metrópole portuguesa decidiu permitir o ingresso de escravos vindos da África no Brasil. Antes disso, porém, transações envolvendo escravos africanos já ocorriam no Brasil, sendo a escassez de mão-deobra um dos principais argumentos dos colonos. No período 1837-1840, os homens constituíam 73,7% e as mulheres apenas 26,3% da população escrava. Além disto, os donos de escravos não se preocupavam com a reprodução natural da escravaria, porque era mais barato comprar escravos recém trazidos pelo tráfico internacional do que gastar com a alimentação de crianças. Em relação à grande quantidade de scravos que aqui chegaram, a sociedade brasileira têm até poucos de seus descendentes. Ao todo, entraram no Brasil aproximadamente quatro milhões de africanos na forma de escravos.












POPULAÇÃO AFRICANA NO BRASIL COLONIAL CLASSIFICADA POR REGIÃO DE DESEMBARQUE

(representado 70% da Pop. Desembarcada)




POPULAÇÃO BRASILEIRA CLASSIFICADA POR RAÇA E ESTADO DA FEDERAÇÃO POPULAÇÃO BRASILEIRA
PERCENTUAL DA RAÇA NEGRA POR REGIÃO

(dados do PNAD – 2005)



T.I. de Geografia II

Bibliografia

1 SOUZA, W. As populações indígenas no território brasileiro.
2 Brasil: 500 Anos de Povoamento. Imigração Restrita: 1500-1700.
3 BUENO, E. Capitães do Brasil. São Paulo: Editora Objetiva, 2006.
4 IBGE. Brasil: 500 anos de povoamento. Rio de janeiro : IBGE, 2000. Apêndice: Estatísticas de 500 anos de povoamento.
5 TOLEDO, R. P. À Sombra da Escravidão.
6 MORTARA, G. Utilização do Censo Demográfico para a Reconstrução das Estatísticas do Movimento da População do Brasil. 1941.
7 TEIXEIRA, P. e AZEVEDO, M. Demografia dos Povos Indígenas no Brasil, 2010.
8 SITE: geocities.yahoo.com.br
9 SITE: ibge.gov.br/ibgeteen/datas/indio/números
10 SITE: mre.gov.br

T.I. de Matemática II

Bibliografia

1. SITE: ibge.gov.br/ibgeteen/datas/indio/números
2. Instituto de Medicina Tropical de Manaus – Set,1994 e Dez,1995
3. SITE: DIA - Documentação Indigenista e Ambiental, Dez, 2005

T.I. de Matemática

MATEMÁTICA

1. Qual é o índice de mortalidade infantil da população indígena no ano de 2000 (último censo realizado)?
A taxa média de mortalidade infantil indígena é de 49,86 mortes para cada 1000 nascidos vivos; isto é maior que o dobro da média nacional (21,7 para cada mil nascidos vivos).



2. Quantos por cento a população indígena cresceu em cada estado indicado no gráfico?
As maiores taxas de crescimento foram verificadas nos estados de: Sergipe (28,8%), Piauí (27,0%), Rio Grande do Norte (26,4%), Minas Gerais (26,2%) e Goiás (23,9%) o que nos dá uma taxa média no último censo (2000) de 26,46%.





3. Qual é a expectativa de vida indígena nos dias de hoje?
A expectativa de vida ao nascer dos indígenas brasileiros é de 48 anos, enquanto a expectativa de vida dos brasileiros não índios, segundo a Organização Mundial da Saúde, 67 anos. A resistência no entanto apontou um aumento de 1985, quando eram apenas 220 mil pessoas para hoje quando passam de 300 mil. Metade dos óbitos conhecidos é de crianças de menos de 5anos. Mais de 1/4 dos óbitos ocorrem sem assistência médica. As causas mais freqüentes de óbitos são: pneumonia, diarréias, malária, tuberculose, ou seja, doenças facilmente curáveis e preveníveis.
Suicídios
O problema se concentra nas áreas indígenas Guarani-Kaiowa do Mato Grosso do Sul e Tikuna do Alto Solimões, no Amazonas, onde 211 casos foram registrados de 1986 a setembro de 1995, e outros 34 casos entre janeiro a setembro de 1995. O suicídio entre os Guarani-Kaiowá possui registros desde o século XVI. O problema não está restrito ao território nacional, ocorrendo também em grupos da mesma etnia na parte oriental do Paraguai. Incide entre jovens de ambos os sexos, com idade variando entre 13 e 25 anos. O enforcamento é o método mais empregado (81,2%), seguido do envenenamento (16,2%), arma branca (1,7%) e arma de fogo (0,9%). Os fatores determinantes deste quadro são extremamente complexos, pouco conhecidos, e envolvem questões como: miséria crônica, falta de terras, alcoolismo, presença de missionários e grande número de seitas fundamentalistas.
Número de índios no Brasil cresce 150% em 10 anos
Em apenas uma década, a população indígena no Brasil passou de 294 mil para 734 mil, um aumento de 150%, com crescimento médio anual de 10,8%, bem acima da taxa anual de 1,6% no número de brasileiros como um todo, independente da raça ou da cor. A diferença de 440 mil índios a mais no País supera todas as expectativas e surpreendeu não apenas aos especialistas do IBGE, responsáveis pelos números, como à própria Fundação Nacional do Índio (Funai). O trabalho foi feito com base nas informações colhidas nos censos demográficos de 1991 e de 2000 e contou também com a colaboração de antropólogos, sociólogos e epidemiologistas de entidades não ligadas ao IBGE. Os dados do IBGE revelam ainda que entre os 734 mil índios identificados no Censo de 2000, apenas 304 mil (41,4%) residiam em alguma das 604 terras indígenas reconhecidas pelo governo.
Mortalidade infantil entre índios supera de brancos e negros
A cada criança perdida pela população branca, morrem cinco indígenas. A taxa de mortalidade infantil entre índios e brancos registrou uma diferença de 124%, segundo os números divulgados pelo IBGE. Com base no Censo Demográfico de 2000, os pesquisadores constaram que para cada 1000 crianças índias nascidas vivas, 51,4 morreram antes de completar o primeiro ano de vida. No mesmo período, a população branca apresentou taxa de mortalidade de 22,9 crianças por cada grupo de 1000. De acordo com o Ministério da Saúde, a mortalidade infantil indígena em 2000, mesmo período analisado pelo IBGE, chegou a 74,6 mortes nos primeiros 12 meses de vida. Dados do IBGE apontam que 17% dos índios sofrem de deficiências físicas ou mentais Os dados divulgados pelo IBGE em dezembro de 2005 revelam uma elevada taxa de cegos, surdos e mudos, além de deficientes mentais, entre a população indígena. Em 2000, das 734 mil pessoas autodeclaradas índios, 125 mil apresentavam pelo menos um tipo de deficiência, o que representa 17% do contingente total. O problema é maior nas áreas urbanas (23,1% ante 10,5% nas áreas rurais) e atinge mais às mulheres (18,2%) do que os homens (15,9%). A principal deficiência encontrada à época da pesquisa foi a cegueira (12,1% na média global, chegando a 19% entre as mulheres urbanas). Em números relativos, 6,2% declararam-se incapazes ou com grande dificuldade permanente para andar. Entre os moradores em terras indígenas, os índices daqueles que apresentam pelo menos um tipo de deficiência física ou mental caem pela metade. O IBGE não comparou os dados com aqueles revelados no Censo de 1991, já que no Censo de 2000 foram incluídas novas categorias de deficiências, como as doenças mentais, que em 2000 atingiam 1,8% da população indígena. Por outro lado, a população indígena apresentou grandes avanços nos níveis educacionais na década passada, com um aumento de 50,2% no número de índios alfabetizados, índice seis vezes maior do aquele registrado para a população brasileira como um todo. Mesmo assim, a taxa média de analfabetismo entre os índios maiores de 15 anos (26,1%) permanece elevada, principalmente entre a população residente em áreas rurais (45,5%).
4. Qual é a taxa nacional de analfabetismo indígena no ano 2000?
De acordo com a pesquisa do IBGE, no ano 2000, a taxa de analfabetismo indígena no Brasil é 26,1%, havendo uma significativa melhora em relação a 1991, pois esse índice caiu para a metade, porém isso é mais significativo na área urbana, pois na área rural esse índice diminuiu apenas 22,4%.
Ainda na tabela e gráficos abaixo podem-se observar outros índices, tais como:
· Em 1991 a taxa de analfabetismo nacional no meio rural era 2,5 vezes maior que na área urbana.
· Em 2000 a taxa de analfabetismo nacional no meio rural passou para 3,5 vezes a da área urbana. Não que tenha piorado a área rural, mas houve uma sensível redução na taxa da área urbana.
· Em 2000 a maior taxa de analfabetismo, no meio rural, estava na região Norte (53,9%). Não é coincidência termos também nessa região a maior concentração de população indígena nacional (44,6% - ver parte de geografia).
· Mesmo com a miscigenação com o branco sendo maior no interior do Nordeste (21% da pop. Indígena - ver parte de geografia), as condições daquela região refletem bem o segundo maior índice de analfabetismo (51,9%) naquela comunidade indígena em 2000.
· A região Centro-Sul apresenta taxas abaixo da média nacional (censo 2000). Isso ocorre devido ao IDH daquela região (maior que 0,8) ser melhor que o padrão nacional, atingindo assim a comunidade indígena da região.
· Com relação a menor taxa urbana em 2000, observamos que o Sudeste está abaixo da média nacional. Também no Sudeste está a menor população indígena do Brasil (menor que 0,01% da pop. Indígena nacional).
· Da mesma forma, a menor taxa urbana em 2000, é observada no Norte, que está acima da média nacional. Também no Norte está a maior população indígena do Brasil (44,6% - ver parte de geografia).







5. Qual o índice de alfabetização indígena no norte em 1991?
O índice de alfabetização indígena no norte do Brasil em 1991 foi de 39,0%.
Ainda nos gráficos e tabela abaixo podem-se observar outros índices, tais como:
· Em 1991 a taxa de alfabetização nacional no meio rural era a metade em relação ao meio urbano.
· Em 2000 a taxa de alfabetização nacional no meio rural passou para 60% em relação ao meio urbano.
· Em 2000 a maior taxa de alfabetização, no meio rural, estava na região Sul (65%).
· Mesmo com a miscigenação com o branco sendo maior no interior do Nordeste (21% da pop. Indígena - ver parte de geografia), as condições daquela região refletem bem o menor índice de alfabetização (46,1%) naquela comunidade indígena em 2000. Este mesmo índice também é verificado na região Norte onde não houve a mesma miscigenação com o branco.
· A região Centro-Sul apresenta taxas acima da média nacional (censo 2000). Isso ocorre devido ao IDH daquela região (maior que 0,8) ser melhor que o padrão nacional, atingindo assim a comunidade indígena da região.




T.I. de Desenho de Geométrico

DESENHO GEOMÉTRICO


O nordeste brasileiro é composto por inúmeros estados onde há a predominância da etnia afro-brasileira, uma vez que foi a primeira região a ser ocupada pelos portugueses e centro de distribuição de escravos africanos. Identifique no mapa a capital do estado nordestino que concentra a maior parte dos descendentes afro-brasileiros de acordo com as seguintes informações:
· A capital dista 1230km do trópico de capricórnio.
· Está a uma distancia de 960km da cidade de Teresina, no Piauí.
· Está equidistante das cidades de Natal, capital do Rio Grande do Norte e Vitória, no Espírito Santo.
Escala 1: 30.000.000 (1cm = 300km)





Enunciado 2
O Norte é a região que abriga a maior parte dos indígenas brasileiros. Encontre a capital do estado que representa a maior reserva indígena do Brasil com as seguintes informações:
· A capital enxerga as cidades de Porto Velho, na Rondônia e Palmas, em Tocantins, sob um ângulo de 90º.
· Esta equidistante do ângulo AÔB dado.
Escala 1: 30.000.000 (1cm = 300km)